A punição e o merecimento

Quando os fatos não acontecem , quando algo não está dando certo, é porque não estamos perdoando. E a pergunta que costumava fazer era:
– Não estou perdoando o quê? Quem?
Passei anos perdoando as pessoas, suas atitudes, seus rompantes de desamor, suas irresponsabilidades, etc. Essa atitude sublime me trouxe paz, mas não realizou muitos dos fatos que eu desejava que acontecesse.
Aprendi então que, ao perdoar, não o faço para negociar com quem me relaciono e também não o faço para negociar com o Criador. O objetivo de perdoar o outro é para ter paz e seguir nosso dia a dia sem conflitos.
Perdoar o outro não é suficiente, precisamos também perdoar a nós mesmos! Pois ao não nos perdoar nos punimos de diversas formas e, a mais frequente delas é não permitir que o que escolhemos se torne real.
Em Essência somos unidos e é dela que emergem as soluções mas, infelizmente a ideia de separação onde acreditamos em pecado, nos faz crer que somos merecedores de punição. E nos punimos não permitindo que algo que desejamos se realize.
Para liberar o que escolhemos é necessário entender e aceitar que o tal “pecado” não existe e um “deus punitivo” também não!
Somos totalmente responsáveis por aquilo que nos acontece e também somos responsáveis pelos sentimentos que escolhemos ter. E podemos escolher um sentimento de amor por nós mesmos, diante de qualquer situação, onde acreditamos ter agido de forma contrária àquilo que fomos ensinados ser “o correto”.
Os sentimentos de desamor e mágoa que costumamos ver no outro em relação a nós, é o que estamos sentindo sendo refletido. Ao não nos perdoar, acreditamos que não merecemos outra atitude senão a que estamos recebendo.
Portanto, quem não está permitindo determinadas realizações é a nossa auto punição. Nunca é o outro quem possui o poder para impedi-las. Somos nós quem, pela ausência de merecimento, damos esse poder ao outro com o objetivo, inconsciente, de nos punir.
Não basta perdoar o outro, precisamos ir fundo dentro de nós e compreender que nós mesmos criamos o negativo que nos acontece e também escolher desfazer essa auto punição.
Quando acordamos para essa compreensão, percebemos também que, muitas vezes, fomos injustos culpando alguém por não liberar algo que precisamos ou escolhemos ter. É possível que realmente o outro não queira nos oferecer o que escolhemos e se o fizesse seria por sentir-se culpado ou pressionado.
O que existe no Universo é de todos e é devido a todos. A abundância, vinda da conexão com a nossa Essência, é distribuída de forma que o que é injusto para qualquer um não possa acontecer.
Portanto, podemos e devemos ficar tranquilos em receber e usufruir plenamente nossas realizações, pois a presença do Amor advinda do nosso próprio perdão, permitirá que as mesmas aconteçam sem que nos sintamos prejudicando nada nem ninguém.

Autora dos livros:
A Culpa não é Sua – Perdão: A Essência da transformação – Ed. BesouroBox
A Comunicação por meio do Amor – Ed. Scortecci
Relações de Amor Sinceras – Ed. BesouroBox

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