Reflexão ~ Orgulho, superioridade – Perdão

Podem essas duas palavras prejudicar imensamente nossos  relacionamentos? Infelizmente sim. E quando nos damos conta do que elas fizeram conosco, de quanto sofrimento causaram, um choro de desamparo e tristeza tenta levar para longe toda a destruição causada.

Permaneci muitos anos sem entender o porquê de não conseguir conviver em igualdade com as lindas pessoas que cruzaram o meu caminho.

Hoje percebo que o orgulho que se colocou diante de mim nada significava, pois  eu somente queria conviver em uma troca amorosa e fluída com as pessoas com quem  estava me relacionando.

Na verdade estes sentimentos são somente uma nuvem de ilusão que se colocam diante de nós e do outro, impedindo que o Amor que realmente somos faça parte da relação. Não somos superiores, mesmo que tenhamos tido êxito em nossa proposta de vida e não somos menos por eventualmente não termos tido.

Acreditamos que ao nos orgulhar e nos sentir superiores, o outro irá nos admirar e querer conviver conosco, quando na verdade, esse inútil sentimento apenas sabota os relacionamentos verdadeiros, aqueles que nos farão felizes.

O que fazer então com esses sentimentos quando nos defrontamos com eles? Chorar a dor que  causaram alivia, mas certamente não desfaz o estrago causado.

Ao constatar a presença dos sentimentos de orgulho e superioridade em nós, devemos entregá-los, optando em nos perdoar e em seguida fazer a escolha sincera em vivenciar nossas relações com base na Essência.

Acredito que o orgulho e a superioridade impedem de nos mantermos, com profundidade, em um relacionamento. Na verdade ele disfarça um sentimento de “menos valia” e, por nos sentir menos, tentamos reduzir o valor do outro, com o objetivo de nos sentir mais.

Outro aspecto que faz parte destes inúteis e prejudiciais sentimentos, é a crença que se alguém com aparente valor conviver comigo eu possuo o mesmo valor. Só que a inversão dessa crença logo acontece e é destruidora: se eu não acredito no meu valor, passo a acreditar que o outro também não deve possuir valor, uma vez que está convivendo comigo.

Estive casada por 19 anos, gostava de ser esposa, mãe e dona de casa, embora também tivesse uma atividade profissional e continuasse estudando. Percebo, hoje, que esses sentimentos impediam um diálogo fluído com o pai de meus filhos, é certo que eles se encontravam nos dois lados, mas se apenas um soubesse aceitar e perdoar, teria havido grandes possibilidades de entendimento entre nós.

O desconhecimento em como lidar com esses sentimentos – que é apenas aceitar, entregar e Perdoar  para desfazê-los – gera muitas separações que poderiam ser evitadas. Em meu caso, sou feliz por ter aprendido e praticado a escolha de Perdoar, embora a separação já houvesse acontecido, pois  essa atitude divina permitiu uma reaproximação, não mais como marido e mulher, mas sim como pai e mãe, oferecendo aos nossos filhos segurança, além de ensinar que um casamento pode terminar, mas o Amor que os trouxe ao mundo não deixa de existir.

Passado vários anos dessa separação, após ficar todo o tempo envolvida com o auto conhecimento e organização de um lar verdadeiro, voltai a me relacionar afetivamente ainda sem saber se gostaria de voltar a estar casada. Confesso que não gostei da experiência em namorar sem compromisso, pois significa também nos relacionar, possivelmente, com quem não é compromissado com a vida.

Percebi também que gosto da ideia de estar envolvida em um projeto de vida a dois, especialmente depois de aprender a respeitar quem eu sou, dizer o que me agrada e o que não me agrada e, claro, ouvir e respeitar isso no outro.

É nos relacionando com profundidade que aprendemos sobre nós mesmos, o outro reflete aspectos que gostamos ou evitamos olhar em nós. Devemos ir fundo no nosso Interior e aprender a nos amar muito e nos aceitar, para que o outro espelhe esses sentimentos, nos amando e nos aceitando como somos. Aí não haverá espaço para a nuvem escura do orgulho e superioridade penetrar e desfazer o relacionamento.

2 comentários sobre “Reflexão ~ Orgulho, superioridade – Perdão

  1. Anna, mais um excelente texto. A minha história se parece muito com a sua. Passados os sentimentos presentes num relacionamento de muitos anos x separação abrupta – raiva, mágoas, orgulho, apego – ficou para mim o sentimento do que precisava ser aprendido no encontro com o outro ser. Apesar de ainda não ter conseguido manter o relacionamento harmônico de mãe e pai, para o bem do meu filho, fiz a entrega ao universo e confio que um dia o pai acordará do sono do ego, a fim de renascer o nosso relacionamento, agora como irmãos, e pais em comunhão. abçs.

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    1. Querida Rose,
      Obrigada pelo comentário e exposição dos teus sentimentos. Penso que o importante foi tu teres acordado do sono de desamor. A força do Amor desperto certamente está agindo em favor da harmonia que estás em busca.
      Um beijo com muito carinho,
      Anna Izabel

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