E a felicidade onde está?

Outro dia fui ver um grupo de pessoas dançar, depois de me debater emocionalmente por conta de um relacionamento.

Enquanto aguardava ansiosamente por algum sinal no celular, veio a questão: como eu posso estar dependente desse retorno para me sentir feliz? Como posso deixar a minha alegria e felicidade nas mãos de outra pessoa?

Percebi então que tive uma vida de “espera” que alguém me fizesse feliz, sem que isso tivesse acontecido.

Depois de uma década distante de relacionamentos afetivos, voltei a conviver com uma linda pessoa sem um compromisso maior e mesmo assim, no momento em que nos afastamos, passei pelo “corpo de dor do coletivo feminino”- como sabiamente diz Eckhart Tolle (O Poder do Agora) – até compreender que estava deixando a minha felicidade nas mãos do outro.

A dificuldade em me sentir aceita e amada por um homem foi o motivo de muita infelicidade durante a minha existência.

Ao ouvir o Sábio Sri Prem Baba, um profundo conhecedor da Alma e questões que envolvem os relacionamentos, fomos chamados a olhar para o que impede a nossa felicidade e abundancia, já que todos somos merecedores por sermos filhos do Amor,  o Criador de tudo o que há. Escolhi saber o que me impedia de ser totalmente feliz e obtive a resposta, através de uma palavra saiu do fundo do enorme salão e veio em minha direção: RESSENTIMENTO.

Aí estava e que impedia a minha felicidade – base também para a abundância – o “ressentimento”.

Procurei, mais uma vez ir fundo em meu Interior buscando identificar essa mágoa com o objetivo de desfazê-la. Esse sentimento, resultante de uma exagerada surra de cinto que levei do meu pai aos cinco anos, bloqueou um diálogo verdadeiramente amoroso com o masculino. O medo de ser machucada pelos homens impediu que eu confiasse e vivenciasse relaçóes fluídas e sinceras.

Percebi também que o medo de não ser amada se travestiu de orgulho. Tentei desesperadamente me superar, tomar conta de mim e ter recursos financeiros, acreditando que assim seria aceita e amada quando, na verdade, basta que eu me aceite e me ame exatamente como sou.

Somos muito mais do que um corpo que pode ser agredido ou ter sucesso, nosso Valor está além destes fatos. Para essa compreensão se tornar parte de nós precisamos constantemente entrar em contato com a nossa Essência, utilizando-nos da introspecção.

Ao estarmos ancorados no Ser que habita em nosso interior, a prejudicial nuvem do orgulho se desfaz, tanto ao nos sentirmos rejeitados como quando obtivermos sucesso em nossas empreitadas.

As nossas conquistas são importantes sim, apenas não precisamos sentirmo-nos acima de alguém por isso e menos também não, caso certas buscas não deem certo. Tanto nos sentirmos acima de alguém como nos sentirmos menos faz parte do orgulho embora, em especial nessa segunda parte, não estejamos conscientes disso.

Após o período de dor intensa, floresceu em mim a linda compreensão de que a felicidade está em minhas mãos, mais precisamente no meu Interior. Portanto não dependo do outro, de atenção, de ganhar dinheiro, de belas palavras ou presentes.

É seguro que somos merecedores da abundância e de atenção, carinho e amor do outro, mas é certo também que podemos perfeitamente nos sentir completos e felizes a partir do “voltar-nos para o nosso Interior”. Aí, tudo o que recebermos será um acréscimo para a nossa felicidade. Apenas um acréscimo!

Nós, somente nós mesmos, podemos nos aceitar e nos amar! E como aprendi durante os últimos anos: a felicidade que vivenciamos é reflexo disso.

Autora dos livros

A Culpa não é Sua – Perdão: A Essência da transformação – Ed. BesouroBox

A Comunicação por meio do Amor – Ed. Scortecci

Relações de Amor Sinceras – Ed. BesouroBox

 

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