Amando nossos defeitos!

Como me amar? Outro dia ouvi esse questionamento de uma linda mulher, em torno de 25 anos, corpo perfeito, cabelos longos e bem cuidados, rosto harmonioso e belo. Vida profissional organizada e bem sucedida.

Amar tudo isso é fácil mas leva ao orgulho, que é efêmero e se desfaz assim que alguma contrariedade surgir, como uma rejeição amorosa por exemplo.

Aí o Amor ou admiração que temos por nós, baseado nos feitos positivos, dão lugar a um profundo sentimento de dor e inadequação. Nos percebemos desesperados pela atenção de quem nos rejeitou e lutamos para nos sentir novamente aceitos pelo outro.

A cada ato, com esse objetivo, vamos nos rejeitando ainda mais. E não adianta tentar desistir de agir por não querer “parecer” desesperado pela aceitação do outro, pois dificilmente conseguiremos já que estamos reforçando o desamor por nós, não pela atitude de buscar o outro e sim por NÃO AMAR a nós mesmos ao ter essa atitude.

Portanto, para nos amarmos mais é necessário gostar do nosso lado sombrio, aquele que age ou é diferente do instituído como correto ou bonito.

É a humildade que cativa o Amor e não a superioridade orgulhosa de nos sentirmos perfeitos e bem sucedidos!

Me amar mais, é amar todos os meus chamados “defeitos”, vendo neles aquilo que eu estou conseguindo ser, sem rotular como feio e errado. A atitude de insistir em obter o amor de alguém também deve ser amada por nós. Assim, poderemos não obter o Amor do outro, mas estaremos obtendo o Amor por nós.

Nos rejeitar, por não agirmos ou sermos como é instituído como certo ou bonito, reforça o desamor por nós e certamente veremos refletido esse desamor em alguma atitude desagradável de alguém.

Portanto, devemos aceitar e amar as nossas transgressões e erros para que possamos ter a força do Amor junto de nós, aí então conseguiremos agir com esse sentimento e, sendo ele o Que é, nos dará condições para superar e desfazer o que não é bom tanto para nós, como para o outro!

Dessa forma não mais buscaremos a aceitação dos outros e sim a nossa própria aceitação, que levará o outro a nos aceitar, ou não, mas aí isso deixa de ser relevante.

Revisão e correção: Luís Daniel Silla Grecco.

Autora dos livros
A Culpa não é Sua – Perdão: A Essência da transformação – Ed. BesouroBox
A Comunicação por meio do Amor – Ed. Scortecci
Relações de Amor Sinceras – Ed. BesouroBox

 

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