A DOÇURA DA UNIDADE

Desde que comecei a aprender sobre ausência de culpa, me questiono como conviver com o sexo oposto tendo como base a unidade.

Finalmente percebi a doçura do convívio  onde a ideia de culpa não se apresenta. Vi claramente a mudança do meu sentimento: onde havia desejo com base na culpa senti um doce sentimento de amor.

As palavras são limitadas para expressar essa linda e generosa compreensão. Percebo, nesse instante, que nasci para compreender o amor entre um homem e uma mulher sem a presença da culpa.

O relacionamento, onde a culpa está presente é limitado ao corpo. Com a ausência dela, a comunicação é ampla, aberta e verdadeira. Percebe-se que o verdadeiro motivo desse encontro é a evolução de ambos.

E com esse entendimento os entraves que dificultam o andar da relação, aos poucos, deixam de existir. Não porque estamos cegamente apaixonados deixando de ver o que não nos agrada no outro e sim porque aprendemos sobre o reflexo disso: sabemos que o que nos incomoda é algo que não perdoamos sendo mostrado a nós.

Aí a Aceitação, Entrega e opção pelo Perdão daquilo que percebemos como desagradável desfará o obstáculo, permitindo um diálogo fluído, com a presença do Amor.

No relacionamento de casal é difícil aceitar a unidade pois existe a crença de que a atração sexual deixaria de existir. De fato ela deixa de ser prioritária, passando a ser um momento lúdico onde a certeza da unidade se mantém presente, permitindo assim a continuidade da relação sem aquele sentimento de falta, que permanece quando ainda estamos em busca de algo que nos preencha.

O vazio da solidão é preenchido com a certeza da unidade e a culpa que costumamos sentir, especialmente após o ato sexual, não mais se fará presente. Pois ela nada mais era do que uma nuvem ilusória da crença na separação, na ideia de que somos apenas um corpo que necessita da presença de outro corpo para não se sentir só ou ainda para ser amado e protegido.

Saberemos então que não é a união física que nos faz sentir aceitos, amados e protegidos  e sim a certeza da união das Almas ligadas ao Amor verdadeiro.

O valioso poder do Amor – liberado pelo sublime ato de Aceitar, Entregar e Perdoar – expande nossos horizontes permitindo um contínuo crescimento afetivo, material e espiritual enquanto o apego, que exige a presença física e que costumamos chamar de amor, limita e impede a evolução de ambos.

A crença na doçura da unidade, quando aceitamos que o outro apenas reflete aquilo que não estamos perdoando, é a base para modificar positivamente os relacionamentos, especialmente os afetivos, permitindo um considerável aumento de relações saudáveis e felizes, em um mundo carente de entendimento e Amor.

 

Revisão e correção com o apoio de Luís Daniel Silla Grecco

Autora dos livros

A Culpa não é Sua – Perdão: A Essência da transformação – Ed. BesouroBox

A Comunicação por meio do Amor – Ed. Scortecci

Relações de Amor Sinceras – Ed. BesouroBox

 

 

 

 

 

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