APEGO, Ahh…O APEGO!

“O sofrimento é uma ênfase colocada sobre tudo aquilo que o mundo faz para nos machucar”. (Ucem). E como sofremos desnecessariamente por desconhecer que o mundo nunca nos machuca, somente nós machucamos a nós mesmos, e que essa forma de ser nós podemos mudar!

Entendi, finalmente, que o segredo para não se apegar é amar a todos e distribuir o amor incondicional sem escolher a quem.

Essa é a diferença entre o amor que faz sofrer (infantil) para o amor que nos deixa felizes (maduro).

A escolha da pessoa com quem teremos uma relação próxima é feita pela Alma. Ao distribuir Amor incondicional estaremos junto de todos sem exceção.

A alma sabe quem de fato aceita estar conosco em uma relação constante e contínua e, claro, quem nós aceitamos.

 A carência de amor nos leva a querer sempre mais e buscarmos alguém ideal e como o próprio nome diz, idealizamos tal pessoa. Ela certamente não corresponderá aos anseios advindos da idealização, portanto, em breve a relação começa a ruir.

Portanto, para amar de forma com que a pessoa amada se sinta livre, precisamos amar muito, mas amar muito a todos, não apenas essa pessoa!

É um pouco difícil chegarmos a essa liberação. Mas é através dela que renovamos nossos relacionamentos: quando aprendemos a olhar para as nossas relações, vendo nelas amigos e nunca inimigos – ou seja, pessoas que podem nos tirar algo ou nos trair – a mudança acontece. Deixamos de sufocar o outro com nossas infindáveis exigências e nos libertamos, pois aí nos sentiremos preenchidos com o movimento do amor que estamos distribuindo.

Distribuir amor é aceitar as inúmeras ofertas que recebemos: em geral somos convidados para um bate papo ou para passear, mas como estamos em um relacionamento afetivo, se a pessoa for de outro sexo ou até do mesmo, pensamos ser errado e não aceitamos. Passando a cobrar da pessoa com quem estamos esse mesmo programa, gerando um desgaste desnecessário, desgaste esse vindo do apego.

Certamente ficaremos em dúvida sobre a aceitação dessa forma de ser pelo nosso parceiro ou parceira. De fato, é possível que não haja concordância e isso é bastante provável se a nossa intenção é provocar o outro, ou seja, se o ego estiver no comando dessas situações.

Aí a relação, possivelmente, é estagnante e, se optarmos por não ser livres, nos aprisionando em função de ciúmes ou medo gerados pela posse, não conseguiremos evoluir.

Devemos estar seguros de que liberdade não deve ser confundida com libertinagem.

Ser livres, viver as inúmeras ofertas de convívios, nos permite confirmar o quanto gostamos de estar com a pessoa do relacionamento afetivo. Se percebermos que não gostamos, devemos nos voltar para o nosso interior e questionar os porquês, buscando compreender melhor a relação, indo fundo para transformá-la ou para deixa-la ir.

Assim teremos e daremos espaço para amar, desapegar e ser livres!

 

Anna Izabel Fagundes

Autora dos livros:

RELAÇÕES DE AMOR SINCERAS – 33 dias para reflexão

A CULPA NÃO É SUA – Perdão, a Essência da Transformação

A COMUNICAÇÃO POR MEIO DO AMOR

O SEGREDO POR TRÁS DO SEGREDO

UMA NOVA LINGUAGEM – O Ego e a Essência

 

 

 

 

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