Liberdade e Fidelidade

É possível conviver, ser fiel, amar e ser livres?  Se quisermos fazer parte do grupo de pessoas que estão satisfeitas com seus relacionamentos devemos nos preparar e desfazer o nosso lado acomodado, possessivo e irresponsável. Não é fácil, mas possível e altamente gratificante!

Estamos habituados a viver relações de posse, onde um deve viver para o outro. Essa forma limitada de estar em um relacionamento é desgastante e, em algum momento, nos sentiremos esgotados. Uma opção é permanecer na relação sem vida e talvez vivenciar uma relação paralela que, se tivermos consciência da importância da verdade e transparência, fará com que nos sintamos ainda pior, embora vivenciemos momentos gratificantes dentro dela.

A internet proporciona uma enorme possibilidades de conhecer pessoas. Iniciamos diálogos constantes e muito agradáveis pois nos relacionamos com o melhor do outro apresentando o nosso melhor. Mas, infelizmente, quando do convívio físico, ao aparecer o nosso lado diferente, aquele que contrasta com a maneira de ser e agir do outro, possivelmente a relação deixará de existir.

Nas relações estanques, ao passar a fase inicial onde tudo é lindo e agradável, iniciamos um processo de competição seja no ambiente familiar, profissional e até na evolução espiritual. Aí um dos dois deveria se anular para a relação continuar ou o convívio será insuportável, levando a um afastamento onde podem viver sob o mesmo teto, mantendo a aparência de uma união que, de fato, não mais existe.

Já nas relações que oferecem crescimento e evolução, ambos são livres. A opção em conviver com determinada pessoa vem de uma escolha feita pela alma. O convívio pode existir por um tempo determinado ou por muito tempo. Quando e se acontecer o afastamento, não haverá crises de mágoas e acusações. O processo é divino e, como tal, permitirá a fluidez e a leveza vinda do amor incondicional por cada um.

A fórmula para amar e ser livre é nos sentirmos únicos, nem mais nem menos do que ninguém. Sendo valiosos pelo que somos, como somos! E assim olhar para o outro, valioso pelo que é, como é!

Essa maneira de nos sentir e sentir o outro gera confiança e cumplicidade! Mas não dependeremos do outro para nos fortalecer. Liberamos a relação das contínuas tentativas de obter aprovação. Nos sentiremos livres e inteiros, permitindo também que o outro se sinta inteiro e livre.

Livre sim, pois tanto o outro como nós iremos nos comunicar e conhecer muitas outras pessoas. A escolha em ser fiel ao relacionamento será isso mesmo: uma escolha, não uma imposição. A nossa responsabilidade é sermos verdadeiros e transparentes sempre. Se algo desagrada a um de nós, podemos dialogar e, novamente, optar em continuar o relacionamento ou deixá-lo ir.

Muitos casais com família podem pensar que essa forma de se relacionar irá prejudicar o núcleo familiar. Se houver responsabilidade de ambas as partes, certamente fortalecerá e manterá a união do grupo, inclusive no caso de acontecer a separação do casal. Pois os pais podem se separar, mas nunca deixam de ser pais. Certamente a família terá um novo modelo, onde todos precisam evoluir, desapegando-se do anterior, construindo novas bases de segurança e apoio. Se o amor for convidado para fazer parte dessa mudança, ele oferecerá a base que melhor servir a cada um.

O convite ao Amor é feito através da aceitação, entrega e escolha pelo perdão de todos os acontecimentos que determinam essa mudança.

Trata-se de uma postura de verdade e liberdade que estaremos passando a diante, onde não existe abertura para a hipocrisia advinda da culpa e do medo.

Haverá sim um grande espaço para a constante presença do amor!

  • Anna Izabel Fagundes, autora dos livros:

RELAÇÕES DE AMOR SINCERAS – 33 dias para reflexão

A CULPA NÃO É SUA – Perdão, a Essência da Transformação

A COMUNICAÇÃO POR MEIO DO AMOR

O SEGREDO POR TRÁS DO SEGREDO

UMA NOVA LINGUAGEM – O Ego e a Essência

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