SEGURANÇA, ONDE ESTÁ?

Estamos sempre em busca de segurança, a financeira costuma ter o foco principal. Acreditamos que se tivermos uma renda segura, também estaremos seguros. Por alguma razão nunca me voltei para uma atividade buscando segurança, buscava a renda mas não a segurança futura da atividade, se por um lado esse comportamento me trouxe dificuldades, trouxe também um grande e valioso aprendizado sobre onde obter a verdadeira segurança. Aprendi a voltar-me ao meu Ser e através da Fé e da Confiança sentir-me segura de que Ele sabe onde obter tudo o que necessito. A mim cabe entregar as necessidades ou as escolhas que faço para me sentir realizada e assim aprendo também a Perdoar o que impede a aceitação do merecimento das mesmas.

O que nos impede de ter segurança é a falta de aceitação de que já somos merecedores de tudo o que o Universo tem a nos oferecer. Essa ausência de aceitação advém da errônea ideia de sermos separados uns dos outros e da energia do Amor, a Força criadora.

Há algum tempo, ao conversar com uma amiga em dificuldades, disse-lhe:

– Confie na Divindade que habita o teu interior. E como resposta ouvi:

– Confio, “ mas amarro o meu burro pois o seguro morreu de velho”, juntando dois ditados populares e acreditando que deveria manter alguma desconfiança.

Percebi minha voz dizendo a ela claramente: Se escolheste confiar na Força do Amor, então confie cem por cento!

Confiar na Força do amor, não nos desobriga a confiar no outro que deverá resolver algo por ou para nós, pois nunca nos separamos. Estamos sempre unidos uns aos outros, apenas criamos a ilusão de sermos separados.

E essa ilusão nos faz acreditar na limitação do corpo com um espírito preso em seu interior, sendo este liberado no momento da morte, podendo ir para o Céu ou qualquer outro lugar conforme o comportamento durante a existência. E as regras de comportamento ditadas pelas instituições é que seriam a base para o deus julgador tomar a decisão para onde enviá-lo.

Com esse entendimento passamos pela existência tentando agradar aos outros e a um deus julgador, esquecendo-nos completamente de buscar a nossa Essência, que é onde estamos unidos uns aos outros e onde nos relacionamos verdadeiramente com o outro e com o Criador, que não nos julga, apenas nos ama.

Através da nossa Essência vamos ao encontro da segurança que merecemos, onde a certeza de que nada nos falta, que a luta pela sobrevivência é totalmente desnecessária e que a abundancia, o companheirismo e o amor que desejamos já estão a nossa disposição.

Não precisamos agradar ninguém, basta que nos sintamos gratos por nos sentir filhos do Amor e não do pecado, de onde vem a ideia errônea da separação.

Sentindo-nos produtos do Amor seguimos vivendo a experiência da união, onde todos com quem nos relacionamos servem como referencia para o Amor que somos.

E nas situações onde o Amor não é refletido vamos escolher compreender o que ainda não Perdoamos. Em uma existência de ilusões e infelicidade muitas das atitudes com base no desamor por nós mesmos criaram relacionamentos onde as mesmas foram refletidas e, se não nos Perdoarmos por tê-las vivenciado, elas continuarão refletindo.

Em minha experiência anterior ao estudo do UCEM, que me fez descobrir quem sou verdadeiramente, toda a segurança advinha do dinheiro. Lembro quando minha querida mãe foi hospitalizada em estado grave, de ter pensado e expressado aos meus familiares que, como tínhamos dinheiro não haveria problema, pagaríamos por sua recuperação e pronto!

Esta forma de pensar devia-se ao fato de ter vivenciado muitas dificuldades e falta de dinheiro no passado, e especialmente pela falta de conhecimento do poder do Espírito de Amor.

Sem nos dar conta, costumamos valorizar mais o dinheiro do que o Amor. Acreditamos na pseudo segurança que a moeda oferece pela facilidade de contratar profissionais da saúde, fazer aquisições e viagens que nos proporcionam momentos de alegria.

Colocar o Amor em primeiro lugar, sempre, exige uma total mudança de percepção: Somos produtos do Amor, nossa Essência é Amor e para vivermos por meio  Dele, esse Sentimento deve estar diante de tudo o que nos acontece.

Somos nós quem devemos querer enxergá-lo e não o outro ou as situações quem devem mostrá-lo. A responsabilidade é totalmente de quem escolhe realizar com o Amor presente. Pode parecer que estamos sendo infantis. Mas não se trata disso, ao contrário, estamos sendo sábios. É a sabedoria existente no nosso Interior que nos permite ver o Amor em tudo e todos, nós apenas fizemos a escolha de vê-lo.

Essa escolha, aparentemente ingênua, nos oferece a total segurança. É por meio de Amor que seremos atendidos em nossas necessidades. A moeda e outras formas de recursos passam a ser resultantes do Sentimento que cria a abundancia. A base agora é o Amor e não mais a culpa e o medo, sentimentos limitantes advindos da errônea ideia de separação.

A mudança é sutil mas profunda, transformando completamente o nosso andar aqui. O medo da escassez e falta se desfaz.  Com a ausência do medo o Amor permanece e com ele fica também o sentimento de merecimento. 

 

  • Anna Izabel Fagundes, autora dos livros:

RELAÇÕES DE AMOR SINCERAS – 33 dias para reflexão

A CULPA NÃO É SUA – Perdão, a Essência da Transformação

A COMUNICAÇÃO POR MEIO DO AMOR

O SEGREDO POR TRÁS DO SEGREDO

UMA NOVA LINGUAGEM – O Ego e a Essência

 

 

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