Os Relacionamentos e o Amor

O que buscamos em uma relação afetiva?

Ser amados e amar! mas infelizmente não demora para surgir conflitos que levam a nos  sentirmos separados do outro, desfazendo o sentimento  que lá no inicio criou a relação

Deixamos de nos interessar pela pessoa com quem estamos convivendo e vamos em busca de outra, e de outra, e de outra… E em determinadas situações, mantemos o relacionamento reclamando, criticando, deixando viva a infelicidade, escolhemos outro convívio paralelo.

Nele tudo parece perfeito mas não podemos vivenciá-lo livremente já que a relação infeliz não permite. Aí o mantemos no escuro, nos enchendo de culpa e passando-a à diante na outra relação.

Como sair desse circulo vicioso de infelicidade e culpa? E como nos manter dentro de um relacionamento sentindo-nos completos, sendo transparentes e verdadeiros?

Ao optarmos em viver nossas relações de forma amorosa e sincera devemos ir fundo em nosso interior. Precisamos nos conhecer melhor, entender o que pretendemos vivenciar em uma relação e o que ela significa para nós e perceber também que o apego afasta o amor verdadeiro. Somente existe apego por que não estamos amando-nos o suficiente para não necessitar do outro, ter duas relações acontecendo ao mesmo tempo, é próprio de quem não está se amando.

Procuramos um relacionamento para fugir daquilo que não gostamos em nós, na esperança de que o outro ame aquilo que não conseguimos amar.
Esse comportamento é destrutivo pois assim é que jamais encontremos o Amor. Tudo o que nos afasta de nós mesmos vicia e nos mantém nesse círculo, pois é uma busca por amor lá fora, em algo ou alguém.
A verdade é que não queremos, de fato, encontrar o Amor, pois tememos nos tornar vulneráveis, fracos e dependentes. E é assim que estamos sendo enquanto O buscamos fora de nós!

O senso de separação nos faz acreditar que somos pessoas guerreiras, fortes, superiores ao outro, estando acima de tudo e todos em um momento, para desabar no momento seguinte e aí pensamos que é o sentimento de amor pelo outro que nos fragilizou, quando, na verdade, o que sentíamos não passava de apego.

Para nos amar mais devemos nos sentir completos com o que somos, com o corpo físico que estamos tendo, com nossas compulsões, nossos desleixos, com o que fazemos e com o que não fazemos, com o que falamos, com o que deixamos de falar e até com o apego que sentimos, pois tudo o que não é bom para nós, quando passamos da rejeição para o amor, se desfaz.
Portanto ao conhecer melhor a nós mesmos e olharmos para os nossos defeitos, podemos nos perguntar:
– Mas quem está rejeitando e criticando isso, nesse momento?
– Eu! Eu estou dizendo toda essa negatividade para mim mesmo. E por que continuar a me auto rejeitar?

Posso amar isso tudo, aliás devo amar, pois é amando-me exatamente como sou que posso sentir-me completo, sem necessitar de uma relação pseudo afetiva para brigar com o reflexo daquilo que não aceito em mim.
É amando-nos incondicionalmente que passaremos a ser conscientes em nos nutrir daquilo que é necessário, desde o básico e poderoso sentimento de Amor até a totalidade de nossas necessidades materiais.
A responsabilidade tornar-se-á crescente, passamos a nos bastar e estar seguros de Quem somos. Saberemos que estamos aqui em um processo evolutivo e que somos perfeitos, nos sentindo gratos pela nossa experiência humana.

É tendo um compromisso amoroso conosco mesmos que podemos vivenciar relações afetivas de forma transparente e verdadeira onde poderemos expressar, sem culpa, a nossa verdade.
Aí então o Amor que sentimos por nós será refletido nos nossos relacionamentos, levando-os a ser plenos e gratificantes, onde o processo evolutivo acontece de forma contínua e constante.
O processo será permanente, já os relacionamentos poderão ir, permitindo uma nova vivencia mas com certeza, não sofreremos pois estaremos ancorados no Amor por nós mesmos!

Anna Izabel Fagundes

Autora dos livros:
A Culpa não é Sua – Perdão: A Essência da transformação – Ed. BesouroBox
e Relações de Amor Sinceras – Ed. BesouroBox

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