Deus me ama como fui, sou e serei! E eu me amo assim?

Sempre que expressava a afirmação de parte do título acima, em palestras ou por escrito, costumava olhar para a minha alma, meu espírito ou minha essência. Não conseguia ver que também poderia ser amada pela coisas erradas e feias que teria feito.

Fui uma criança que buscava ser boazinha, atender ao que diziam que devia fazer: não responder, me aquietar…

Ao estudar o UCEM desenvolvi a estratégia de ACEITAR, ENTREGAR E PERDOAR todas as situações difíceis que se apresentassem. Não só fiz isso durante vários anos, como ensinei em livros e palestras.

Ao me afastar um tempo da escrita e voltar a ler o UCEM, (Um Curso em Milagres, Fundação Inner Peace, Ed abalone), as catarses começaram a tomar conta do meu dia a dia. Meus filhos e familiares começaram a provocar situações conflitantes e insuportáveis. Então a ACEITAÇÃO, ENTREGA e o PERDÃO não funcionam mais??

Funcionam! e funcionaram sempre, mas a faxina continua….agora por meio dos filhos e familiares.

Entender que sou amada por Deus também agindo de forma contrária aquilo que aprendi ser o certo, traz o alento que busquei a vida toda. (A surra que levei de meu pai aos 5 anos, me fez acreditar que o Pai Maior também se desagradaria comigo caso eu não fosse boazinha).

Pois bem, graças ao documentário de autor de A cabana (e seus segredos), consegui entender que Deus ama quem eu sou, não apenas o espírito que sou. Ele ama meus erros e meus acertos, Ele ama a minha irritação, Ele ama a minha calma, Ele ama a mulher e a mãe que sou e para tanto, para ser amada, eu não preciso ser boazinha, certinha e muito mais.

É libertador saber sobre esse amor incondicional! A primeira vez que aceitei ser amada foi há uns quinze anos, quando o homem que amo, permitiu que eu acreditasse que ele me amava desde que nos conhecemos. Mas ele me deixou só. Não tão só porque eu já havia iniciado a busca por saber quem eu sou. Aí tive que entender sobre ser amada e me amar. Procurei de todas as formas me amar assim como hoje eu sei que Deus me ama. Mas não ainda conseguia.

O Erro e o Amor

Sabe aquele sentimento de estar fazendo errado? Ele surge porque pensamos que devemos atender ao que os outros querem, começando pelos nossos pais, igreja, sociedade, amigos, etc.

Como só é possível atender e agir ao que nós mesmos desejamos, fica essa sensação de erro. Devemos nos libertar da ideia de que existe alguém “mandando” em nós. Somos livres e responsáveis por tudo aquilo que escolhemos fazer. Não existe alguém nos controlando. É o sentimento de medo que nos faz pensar assim!

Independente de acertar naquilo que escolhemos fazer, o amor está sempre pronto a nos apoiar: SE AME!

Aí o medo da punição some e dá lugar a uma liberdade fantástica. E os erros que nos prejudicam também somem, pois nos tornamos responsáveis e assim não iremos querer fazer mal a nós mesmos!

Entenda que o mal que estás fazendo a ti é uma forma de chamar atenção e agredir aos que te disseram que isso é errado, buscando punir o outro ou os outros, só que quem está se prejudicando é tu mesmo. Quando conseguir olhar para isso, as razões que te levam a agir assim se desvanecem. E terás a força necessária para agir a teu favor e não mais ao teu desfavor!

Anna Izabel Fagundes

Autora dos livros: 1) A CULPA NÃO É SUA – Perdão, a Essência da Transformação! Ed BesouroBox

2) RELAÇÕES DE AMOR SINCERAS Ed BesouroBox

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